As eleições estão chegando

Políticos podemos ser todos e quanto mais alguém o seja mais honrado é. Se alguém se ofende ao ser chamado de político ainda faz parte da maioria cuja formação é tão rasa que acha que política é apenas partidária. Para instigar a aprender: o maior político é Jesus Cristo!

Na obra “Acima do bem e do mal” Friedrich Nietzsche disse que “um político divide os seres humanos em duas classes: instrumentos e inimigos”. Referia-se aos políticos partidários; então, segundo seu entendimento (e no da maioria das pessoas), entre eleitos, pretendentes e seus colaboradores, nenhum ou poucos prestam, não são honrados, são politiqueiros.

Quase todos os candidatos a (re)eleição querem é o dinheiro, o poder, a fama e o serviço pouco para si e seus vassalos; não possuem histórico de serviços voluntários e abnegados à comunidade, fazem de conta, aparecendo em inaugurações, celebrações, festas, reuniões, tudo com muita fotografia, selfie, filme, panfletos, jornais, redes sociais etc: você nota o quanto nesses meses antes das eleições comportamentos mudam? Compare com os anos anteriores de cada um deles. Reflita se as bocas livres e homenagens nesta época, mesmo se merecidas, são só coincidência…

Você vota no popular, famoso e midiático? Como fã, ou como cidadão que foi pesquisar se o sujeito tem predicados ou é só outro oportunista fazedor de conta?

A cada ano que passa, a variável da politicagem que mais cresce é a feita em nome de Jesus, bíblia à mão, sobre balcões de negócios e palanques eleitorais travestidos de púlpitos. Como é fácil encontrar gente de boa fé e péssima formação religiosa e cidadã, eis o oásis a disposição dos cristãos de araque. É fácil abrir a própria igreja ou aderir a uma que venha a render muita grana e votos. Além de oportunistas enrustidos numa da igrejas de verdade e históricas…

Política partidária é fundamental e nela é preciso mais gente honesta, qualificada e adequada para fazer frente aos que não o são.

Se abster de votar, votar em branco ou anular seja sua última opção; não vote em qualquer cabeça de bagre ou enganador bom de lábia e bolso, pois, se fizer assim, ajudará a manter os oportunistas de sempre. Desconfie dos que seguem o “manual do candidato” que vem desde antes de Cristo e que funciona com eleitor bobo ou corrupto…

Os raros que valem o voto decente e inteligente e a eleição têm um histórico longevo, adequado e comprovado; têm inúmeras pessoas de bem a referendá-los gratuitamente. Como o trigo no meio do joio, é possível encontrar um candidato digno no meio de tanto mentiroso interesseiro.

José Carlos de Oliveira

jc@radioplena.com.br – fb.com/oliveirajosecarlos

Publicado originalmente em 29 de junho de 2016

Rádio Plena

03/10/2018

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