Quinta-feira, 24 de Setembro de 2020
Saúde, segurança e educação

A falta de leitos psiquiátricos

Com a abertura desse importante equipamento dias melhores virão para os pacientes de saúde mental, de suas famílias e a comunidade como um todo.

Publicada em 06/02/20 às 14:39h - 85 visualizações

por Moisés Silva Wachanski


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Com a implantação da Reforma Psiquiátrica adotando o modelo proposto pelo Médico italiano Franco Basaglia os leitos em Hospitais Psiquiátricos foram sendo reduzidos gradativamente, inclusive, com o fechamento de Hospitais que não atendiam aos critérios propostos pela reforma, dentre os quais, um  atendimento humanizado.
Promulgada a Lei 10.216 de 06 de Abril de 2001,  a mesma redireciona o atendimento em saúde mental utilizando os recursos existentes na comunidade, em especial, os Centros de Atendimento  Psicossocial (CAPS), estabelecendo os direitos dos pacientes portadores de transtorno mental e que define as modalidades de internamento: voluntária, não voluntária e compulsória, que serão objeto de futura abordagem.
Foram previstas vagas em Hospitais Gerais em substituição as leitos em Hospitais Psiquiátricos, porém, não houve adesão dos mesmos, foi promovido o retorno dos pacientes institucionalizados para suas famílias com direcionamento para Caps e Ambulatórios, e casos sem família e sem suporte familiar para as Residências Terapêuticas.
Contudo, não estava previsto o aumento do consumo de substâncias psicoativas, em especial, do álcool, que segundo dados do Dr. Osvaldo da Rocha Michel (2001), são em torno de 19 milhões de alcoolistas, além do surgimento do consumo do crack  e da explosão da demanda por esta droga.
Em se tratando de Curitiba a falta de leitos se agravou em Novembro de 2018 quando a Clínica Dr. Helio Rotemberg deixou de atender pacientes encaminhados pelo Sistema Único de Saúde, deixando uma lacuna em torno de 150 leitos masculinos e 20 femininos, os quais são direcionados para os leitos dos Centros de Atenção Psicossociais, bem como das Unidades de Pronto Atendimento (UPAS), quando estão em crise.
A população aguarda ansiosamente a inauguração Unidade São Bento, equipamento o qual dei a ideia inicial de se criar o Centro de Estabilização de Saúde Mental  e Narco-dependência, em uma reunião da qual participei como Responsável Técnico de uma Comunidade Terapêutica  e demais representantes de Comunidades Terapêuticas, com o ex-Vereador Chicarelli e o então candidato a Prefeito Rafael Greca,   em meados do segundo turno das últimas eleições municipais,  que vem com uma proposta de atender e estabilizar pacientes em crise, retirando-os dos leitos das Upas nas quais ocupam em média um terço de seus leitos, para posterior encaminhamento para os CAPS e demais serviços.
Com a abertura desse importante equipamento dias melhores virão para os pacientes de saúde mental, de  suas famílias e a comunidade como um todo. Cabe a sociedade se mobilizar para cobrar  a promessa de campanha e vontade política da gestão para por em prática esse fundamental serviço de saúde.

Assistente Social, Especialista em Saúde Mental
CRESS 8825 PR




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