Sábado, 19 de Janeiro de 2019
Política

O ‘equivocário’ popular e a política

Política vai muito além da partidária: “A razão, a moral, a prudência, a experiência, o sabor de administrar os diversos interesses e necessidades sociais, a favor da coletividade” (Prof. Marco Bertoldo).

Publicada em 02/01/19 às 20:43h - 21 visualizações

por josecarlosdeoliveira.com.br


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Entendidos dizem que a mentira é base da política. Da política de partido ou de vida?

Conheci dúzias de criaturas famosas, endinheiradas e poderosas que foram ou são chamadas de excelências, embora não passem de excrescências. As criaturas que transitam ao redor dos eleitos ou pretendentes costumam ser farinha suja do mesmo saco. Eleitos e reeleitos nas últimas eleições, repetitivos e enganosos, depois, mudaram de vinho para a água, ou, dizendo de outro modo, pararam de fazer de conta, num recesso que só será substituído por outra encenação na próxima campanha eleitoral da qual participarão como candidatos; ou, como vassalos e pelegos de outrem. Tudo tão previsível quanto o sal na água do mar. Não por acaso este país ainda não é nação e não desenvolve a contento, não cresce, cresce pouco ou decresce: vítima de governantes e legisladores medíocres, preguiçosos ou desonestos. E não somente deles…

equivocário popular teima em acreditar e ensinar dois equívocos de pais para filhos: política seria exclusivamente o que envolve de vereadores ao presidente, de secretários aos ministros e outros aspones; e, política seria atividade para gente que não presta.

Se uma pessoa não presta na política é porque a pessoa não presta, e não a política. Não confundir com ser capaz e adequado para algumas tarefas e assuntos e não para todos, o que é natural. Quando digo não prestar falo em falta de caráter mesmo; falta do bom caráter que qualquer um garante possuir e nem todos possuem.

Política vai muito além da partidária: “A razão, a moral, a prudência, a experiência, o sabor de administrar os diversos interesses e necessidades sociais, a favor da coletividade” (Prof. Marco Bertoldo). “Arte do diálogo e da persuasão que objetiva o estabelecimento de uma relação mutuamente consentida e respeitosa; arte do convívio com o mínimo de conflito; busca permanente da harmonia e do equilíbrio na vida em sociedade” (Fernando Lobato).

Isto é o que se espera de todos os políticos partidários eleitos e comissionados. É o que se espera dos outros políticos, ou seja, todas as pessoas, em quaisquer atividades, níveis e relacionamentos. Que político você tem sido?

Enquanto no judiciário e no sindicalismo forem demais os que se servem de seus cargos e funções em causa própria e dos parentes e amigos, não se espere que os membros de legislativos e executivos sejam diferentes do que são em sua maioria.

Enquanto porção de padres e porção de pastores das denominações protestantes históricas forem uns folgados e até hipócritas que pregam as belezas do evangelho que divulgam e não seguem com a correspondência inerente a um cristão verdadeiro, não se espere que acabem ou diminuam os afastamentos e dissidências, tampouco as milhares de empresas dissimuladas sob títulos de igrejas, nas quais batalhão de picaretas bons de papo e carisma enriquecem, se auto proclamam bispos, profetas, missionários, diáconos, aos seus empreendimentos nominam templos e catedrais, e que aos seus balcões de negócios fantasiados de púlpitos não acrescentem outra função, a de palanque eleitoral.

Poderia ponderar sobre a mídia, associações comunitárias, instituições de ensino, dentre outros. Para não alongar e nem aumentar o rol de insatisfeitos com minha provocação fraterna, chego aonde tudo acaba ou começa: você e eu, diante do espelho de nossas respectivas consciências. Imagino, fazemos como quase todos os sete bilhões de seres humanos: garantimos publicamente que somos pessoas dotadas de bom caráter. Intimamente, correspondo ao que digo e pareço ser? E você?

Que eu e você – e todo mundo – tenhamos pensamentos e sentimentos impublicáveis ou não compartilháveis com qualquer pessoa é evidente. Que erremos, mesmo não querendo, que acertos nossos possam ser tidos por outros como sendo erros, ou vice versa, é ainda mais evidente ou deveria sê-lo. Eis a questão: à parte de nossos limites e falhas, permanecemos suficientemente capazes de proclamar, não para os outros, e sim para nós mesmos, que somos pessoas realmente dotadas de bom caráter? Caráter é aquilo que você é e não o que faz de conta que é ou pensam que você é. Mantenho uma web rádio – radioplena.com.br – sob o lema: “para quem é notável pelo que é, e não pelo que faz de conta ser!”

Os fazedores de conta foram, são e hão de ser maioria. Às vezes, até eu e você, n’algum momento, não sendo necessariamente a serviço da maldade, leviandade etc. A lida e a luta constante e instigante por parte das pessoas de bom caráter é cada vez mais ser e não parecer, fazer e não apenas fazer de conta.

A mentira é a base da política e todos fazemos política durante as nossas vidas. A verdade pode ser a base da política. Pessoas vivem a oscilar entre a mentira e a verdade como a sua política.

Há temperos tais como empatia, paciência, perseverança, discernimento, diálogo, solidariedade, abnegação e a vontade de estudar e aprender constantemente para embasar o que se sente, faz e acredita. Com eles e outros, bem dosados, pessoas de bom caráter, quanto mais o assumam e desenvolvam, balançam para a política da verdade. Gente assim é maioria, por exemplo, entre os padres e pastores: para cada abjeto que come, bebe, passeia, desperdiça, estuda, vive no ócio e ‘namora’ nas costas da comunidade de fieis que acredita que ele presta, há uma porção de dignos que vivem intensamente o evangelho que pregam aos que os escutam. Quanto mais algo parecido começar a acontecer também na política partidária – mais excelências que excrescências – e na sociedade afora, mais este país começará a desenvolver e se aproximará de ser uma nação. Sim, sim: é mera utopia – um sonho quase impossível. Qual é a alternativa?

Se você já começou consigo, continue. É o que tenho feito comigo. Nem sempre é fácil e jamais nos flagraremos concluídos ou completos. Sempre é gratificante.

 José Carlos de Oliveira

Publicado originalmente em 23 de janeiro de 2015




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