Terça-feira, 20 de Outubro de 2020
Formação pessoal e profissional

Transformação é sinônimo de reaprendizagem

Transformar a si mesmo requer mais do que mudança comportamental, mas desaprender para aprender novamente

Publicada em 21/06/20 às 17:44h - 166 visualizações

por Johnny Fragoso


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É quase um consenso o fato de que a nossa realidade é baseada em nossas percepções do mundo e da vida. Tais percepções tanto são capazes de gerar crenças e compor uma autoimagem de nós mesmos como também são alimentadas por estes aspectos, criando o que pode ser um círculo vicioso, em caso negativo, ou um círculo virtuoso em caso positivo. Como o viés da negatividade opera em larga escala em nossa sociedade atual, círculos viciosos intermináveis de percepção distorcida, crenças limitantes e autoimagem negativa são a regra geral que impera na vida da maioria das pessoas. Quebrar este ciclo significa ter que desaprender tudo aquilo que se sabe sobre a vida, bem como as regras de comportamento, nossas percepções, crenças e paradigmas. Mas não basta aprender como aprendemos a maioria das coisas, isto é, de modo superficial. Aprender de verdade significa assumir um compromisso com determinada atividade e absorvê-la para dentro de nossas vidas, repetindo com frequência e constância suas nuances específicas, a fim de criar um hábito, como em um verdadeiro processo de imersão.
Dentro deste processo de aprendizagem, alguns tópicos se fazem prioritários no sentido de que possam propiciar uma transformação sólida e duradoura. Em ordem de importância, é preciso que comecemos por conhecer melhor o funcionamento do cérebro humano, pois ele é o nosso centro de comando emocional e cognitivo, onde tudo o que acontece em nossas vidas tem seu início. Em seguida, é preciso um olhar especial sobre as nossas emoções e sentimentos, de onde surgem, como funcionam e como afetam nossa capacidade de raciocínio em seus menores detalhes. Após aprendermos sobre o funcionamento do nosso cérebro, bem como as formas de reconhecermos e controlarmos nossas emoções e sentimentos, é necessário um bom entendimento sobre a natureza dos hábitos, como os criamos e os adotamos por toda uma vida e, claro, formas de como eliminá-los de maneira menos dolorosa. Por fim, dentro desta perspectiva de aprendizagem, os fatores motivacionais são fundamentais para o entendimento daquilo que nos motiva na vida, seja por aproximação do que é prazeroso ou por afastamento daquilo que nos incomoda.
Evidentemente, esta fase de aprendizagem é, por si própria, interminável em suas infinitas correlações associativas, porém, para fins de um processo de mudança, acredito que seja o alicerce para a transformação gradual que ensejará uma mudança mais duradoura na medida em que as pessoas forem progredindo e novas matérias que exijam atenção forem sendo necessárias ao momento de cada um.
Uma vez vencida a fase de aprendizagem inicial, uma nova etapa de vida tem início: a aplicação prática daquilo que se aprendeu. Um dos principais pressupostos da programação neurolinguística trata-se de que para aprender é preciso agir. É a ação contínua e repetida que, com o passar do tempo, calcifica o conhecimento e o converte em hábito. Ninguém pode se beneficiar de um conhecimento cujo valor principal é reconhecido apenas intelectualmente e não aplicado em nossa vida prática. Nesta fase devemos traçar alguns objetivos e metas, criar novos hábitos de vida saudável e, sobretudo, praticar aquilo que Buda chamou de “atenção plena”, a fonte mais segura da produção de paz e felicidade.
Por fim, após a fase de aplicação dos novos conhecimentos e da prática constante da atenção plena, a etapa próxima passa a ser a expansão do ser a partir não só da aplicação daquilo que se conhece, mais do ensino e da produção de sabedoria de vida. Uma pessoa que possui conhecimento, o aplica e o ensina também produz sabedoria e, com isso, torna-se capaz de inspirar toda uma gama de novas pessoas, seja por meio da transmissão consciente do conhecimento ou mesmo pelo seu exemplo de vida. E é nesta fase que, na maioria das vezes, descobrimos nosso verdadeiro propósito de vida, ainda que achássemos que já o havíamos descoberto antes.

Johnny Fragoso - coach, escritor, consultor de negócios, especialista em marketing de conteúdo, master em programação neurolinguística e mentoring. Ceo na Nazca Consultoria.




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