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“Apenas um cidadão do infinito!”
Um José muitíssimo talentoso, capacitado e referência em sua área de atuação é citado por um José com talento e capacidade comuns a qualquer um. O José que cita fala da sua formação influenciada pelo José citado. O que cita e o que é citado ficarão felizes se o conteúdo for útil para você.
Por Administrador
Publicado em 24/06/2026 16:10 • Atualizado 24/06/2026 16:17
Fé, religião e espiritualidade

"O amor é a única razão pela qual vale uma vida humana. Ele não se explica. O fermento também não explica o pão, mas faz o pão crescer!"

"Só é sério o homem que decidiu mais aprender do que ensinar!"

"Vocação não é apenas um chamado. Também é resposta!"

"Eu acho que livros ajudam a mudar vida. Não os escreveria se não apostasse nisso!"

"Não é fácil ser cristão, nem católico, nem evangélico. A caridade não é uma virtude fácil de se viver!"

"Uma pessoa é capaz de Deus quando é capaz de amar todo mundo, inclusive quem a prejudicou!"

PZ

 

Escritor com mais de duzentas obras publicadas, milhares de artigos, professor, pioneiro e referência da música e comunicação cristã. Inúmeras dentre suas mais de três mil canções e poemas são das mais conhecidas e utilizadas por católicos, protestantes, evangélicos e outros, ainda que, muitos, nem saibam ser ele o autor. Foi considerado o padre cantor mais conhecido do mundo: feitos altamente notáveis, já que jamais se submeteu à mídia convencional, não fez média para agradar e tudo que arrecadou com seus livros, apresentações e discos foi e é destinado a obras sociais. 

Em oito de junho de 2026 completou oitenta e cinco anos. Em 2012 encerrou sua rotina de viagens e apresentações: foi vítima de AVC, cujas consequências, somadas à diabetes e câncer, obviamente impõem restrições. Do quarto com escritório onde mora desde sua ordenação sacerdotal, em Taubaté SP, continua estudando, compondo e escrevendo. Viagens limitam-se às vizinhas Aparecida e São Paulo SP – para gravações, raramente com sua voz.

 

Não realizou um sonho e realizou o que nunca sonhou

Sonhava ser padre pra poder cuidar de uma paróquia, mas nunca foi pároco: após sua ordenação sacerdotal foi designado para outras tarefas, conforme os predicados notados pelos seus superiores e outros, inclusive, as Paulinas – editora e gravadora parceira de toda a vida.

Diz ser padre que às vezes canta e não cantor que é padre. 

Acentua que deve prevalecer a mensagem e o serviço e não o mensageiro e o servidor. Que louvor e a ação social são igualmente essenciais e se pode ser mais propenso a esta ou aquele, mas não é razoável escolher uma e largar o outro. Nem direitista, esquerdista, centrista, socialista ou comunista: segue a DSI e é catequista – aquele que adere e repercute os ensinamentos de Jesus. Que desde João Paulo II a Igreja realizou os esclarecimentos e correções a respeito da teologia da libertação marxista e enfatizou a teologia da libertação bíblica e é indispensável entender o que deve ser descartado (da TL) e o que deve ser abraçado (a TLB) para entender a Bíblia e a plenitude da Revelação.

 

“Diferentes, mas iguais!”

Estudioso e disseminador da história e doutrina da Igreja e das religiões, defensor do ecumenismo, do diálogo inter-religioso e do respeito entre os diferentes: conforme o Magistério da Igreja e este conforme ensino e testemunho do próprio Jesus.  É possível falar e agir, e até discordar, sem ser “gritalhão”, dialogando. Em “Iguais” ou em “Vem crer comigo” (canções), disse: “No que for igual caminharemos juntos e as diferenças a gente respeita” e “É possível ser diferente, crer diferente, mas viver em paz”! No artigo “Quando minha irmã Maria morreu” – disponível em fb.com/padrezezinhoscj e radioplena.com.br – fala de uma de suas irmãs que se tornou metodista ao se casar, e da amizade de vida toda entre ele, sua irmã e seu cunhado. 

 

A fé precede, mas precisa de embasamento!

Reiteradamente alerta que sentir e pensar a fé são igualmente importantes; e que por ser mais fácil sentir, tende-se a minimizar ou fugir de realmente aprofundar e pensar, pois isto exige o esforço do estudo, do aprender, reaprender, agir, corrigir. 

Antes de compor, escrever e falar, além de orar, estuda sobre o que pretende comunicar. Recomenda a leitura e o estudo permanentes e consistentes, em fontes diversas e seguras, sendo ele próprio leitor e estudante, diariamente. Lê três a quatro livros por mês. 

Só comunica nos limites dos seus saberes, no seu espaço e onde lhe é permitido, respeitando, recorrendo e recomendando saberes e valores dos outros.

Entre suas recomendações permanentes estão leitura, estudo, conhecimento e consultas: das constituições, decretos e declarações do CV II – Concílio Ecumênico Vaticano II, CIC – Catecismo da Igreja Católica, DSI – Doutrina Social da Igreja, CDC – Código de Direito Canônico, Documento de Aparecida e demais do CELAM – Conferência Episcopal Latino Americana, Encíclicas e demais livros e documentos da Igreja. Idem, quanto à Bíblia, Liturgia, Teologia, Filosofia, Sociologia, Antropologia, História da Humanidade, da Igreja e das Religiões – e outros temas pontuais e pertinentes: mesmo que não ao nível de graduação, especialização, mestrado e doutorado, mas com ordem, método, honestidade, equidade, serenidade, profundidade. Como ninguém oferece o que não possui e não deveria falar do que não conhece, é só assim que se poderá construir autoridade e credibilidade para cantar, celebrar, pregar, falar, discordar etc. Fala das diferenças entre a “sopa rala e a substanciosa”... Afinal, a fé precede, mas precisa de embasamento, como diz a canção “Do jeito dos doze”.

Dos hipócritas que tentam e até conseguem poder, fama e dinheiro encenando e comunicando em nome de Jesus – e não sendo e existindo conforme Ele – fala, na canção "Com Deus não se brinca": "dessa gente Ele vai cobrar mais!" 

 

Aprender com aprendizes e escutar e ser grato 

Lembra que a indispensável formação permanente e concreta não pode gerar soberba; e que um parâmetro para medir se o aprendizado é real e acertado é espontaneamente, gentilmente, gratamente, aprender com aprendizes, com quem sabe menos e até com iletrados, como era sua mãe, Divina: analfabeta, “igrejeira”, do santo terço diário, fervorosa e sábia mestra com sua própria vida, terminada numa cadeira de rodas, tal como seu pai – o que descreve na canção “Pais paraplégicos”. 

Agradece as contribuições que ajudam a melhorar suas obras, sendo o exemplo mais emblemático uma de suas canções mais conhecidas, “Um certo galileu”: Após décadas cantada mundo afora, a pedidos, a completou compondo a quinta estrofe. 

 

“Opinou e será respeitado”

Obediente a seus superiores e bispos, já septuagenário, passou a comunicar na internet – sem aderir aos modismos e comportamentos paupérrimos nela comuns. 

Quando alguém entra em sua página na internet para discordar com educação, ele responde: “Opinou e será respeitado”. 

Quando a postagem é tola e desrespeitosa, ignora: é como costumam agir as pessoas bem formadas e ocupadas com o que é útil e edificante. De vez em quando, responde: “Vi sua página”... 

Também é vítima de criminosos que inventam textos, editam áudios e vídeos falando o que ele jamais falou ou falaria: corrente de oração supersticiosa, pedido de dinheiro para obra ou enfermo, desmerecer pregador ou outro agente honesto dentre os que estão em evidência. 

 

Ações que dizem mais dos detratores que dos detratados

Quem coerentemente crê em Cristo, no que Ele falou e realizou, ou é outro crente ou ateu de fato ético e bem preparado, contestaria estas e outras proposições, repercussões e testemunho do padre Zezinho e de tantos outros conhecidos e anônimos de bem e de boa vontade? 

Pois ele e demais que repercutem estas e outras premissas essenciais, inevitavelmente, incomodam e são destinatários de duras críticas. Algumas, fundamentadas, educadas e às quais cabe respeitar e aproveitar. Muitas, vulgares e violentas, por ingenuidade, ignorância, inveja, hipocrisia ou maldade mesmo. 

Desprezados a sua longevidade e os seus mais de sessenta anos de comprovados e reconhecidos serviços, como ocorre com outros idosos que se destacam em suas áreas de atuação, entre as mais deselegantes expressões que a ele destinam, estão: “gagá”, “senil” e “câncer da Igreja”. Vindas, amiúde, de indivíduos que se acham e se dizem católicos – inclusive, agentes pastorais, cantores, pregadores, formadores e influenciadores...

Comentários, página ou perfil de indivíduo grosso e belicoso revela abundância de fundamentalismo e carência de fundamentação – ou de honestidade, equilíbrio e civilidade. Tanto mais reveladoras quando pelas costas, sob a saia covarde de pseudônimos, sob a intenção de se destacar em cima de quem seja relevante e “monetizar”: tais ações dizem mais dos detratores que dos detratados.

 

Gente como a gente; pensando e amando como Jesus!

José Fernandes de Oliveira é um dos meus formadores fundamentais. Apesar dos nomes parecidos, não somos parentes. 

É um dos que costumo citar em artigos, rádio, palestras, pregações, celebrações. Desde 1999 publico artigos seus em sites e impressos. Desde 2011, na web rádio Plena há um programa diário chamado “Paz inquieta” (uma de suas canções), no qual tocam principalmente suas composições, cantadas por ele e outros. No meu programa na rádio a abertura atual é parte do refrão da canção “Oração por meus amigos”. Mas é a primeira vez que escrevo a seu respeito.

Três vezes fui a uma apresentação dele; a primeira, aos dezesseis anos. Fiquei decepcionado: dizia que não era show e sim encontro de formação e oração, com algumas canções, e ele nem as cantava todas, trazia e promovia jovens músicos e cantores; pontual, dizia para usar com cuidado e respeito o estádio ou ginásio cedido para ele e o povo; habilidosamente eliminava o tratamento de celebridade a ele dado pelos animadores que o antecediam e anunciavam; sua intenção não era apenas emocionar, era levar a pensar e a agir melhor. 

Eu já era adulto quando comecei a entender a grandeza fundamentada, corajosa e coerente deste cara fora de série: o tempo passou e eis que eu cada vez mais me esforço para não aparecer, apesar de algumas atividades que realizo exigirem exposição e divulgação. 

Quando sou elogiado, inclusive, pelas pessoas sinceramente gratas por algum bem ou serviço que lhes tenha prestado abnegadamente, e a vaidade me quer vencer, apelo à lições como a da canção "Como a lua."

Quando minhas enormes limitações me incomodam; quando os conteúdos, serviços e saberes que realizo e poderia realizar são ignorados,  desqualificados – a começar pelos meus mais próximos e que mais conhecem ou poderiam conhecer os predicados e esforços meus e dos que comigo caminham – recorro a canções tais como “Profeta menor” e “Águia pequena.”

Quando a injustiça, a desigualdade, a mentira, a corrupção e a impunidade me impelem a brigar e a desistir, recorro a canções tais como  "O pacifista" e "Não deixes que eu me canse."

Quando sou tentado a teimar, ser grosso e injusto recorro à canção "Mesmo que eu não queira."

Quando a vontade da oração e correspondência fraqueja recorro à canções como "Vocação, “Oração por quem não reza”, “Porque me ouviste”, "Milagres acontecem" e Orar costuma fazer bem."

Quando sou invejado, caluniado, difamado, traído, prejudicado – ou sou tentado ao mesmo contra alguém – esforço para ser e agir conforme as canções "Em sintonia", "Coração sereno" e “Pra que eu saiba perdoar”.

Enfim, esforço para ser cada vez mais conforme as lições contidas nas canções, “Foi a minha fé”, “Eu acho que tenho fé”, “Coração alienado”, “Não digas não a Deus”, "Ensina-me a amar os pobres", "Projetos"; ou livros como “Orar sem saber orar” (1), “Novos púlpitos e novos pregadores” (2) e “Espiritualidade conciliadora” (3). 

 

A mística da pequenez

Quando o conheci pessoalmente, senti o que todos que o conhecem melhor dizem: simples, amoroso, acolhedor e, ao mesmo tempo, sem nenhuma intenção de se exibir, transbordante de inteligência e sabedoria, condizentes com sua longa e singular trajetória. É conforme a frase que escolheu como lema, quando da sua ordenação sacerdotal, a sintetizar “sua entrega e humildade diante do chamado”: “Ajoelhei-me na consciência da minha pequenez, e o Senhor me ergueu pequeno, mas sacerdote para sempre”. Ou, nas palavras de Gabi Bonvechio: “A mística da pequenez marcou toda sua vida. Ele sempre soube que sua força estava justamente em ser pequeno. E, talvez, por isso tenha sido tão grande”.

 

Biografia inesperada e oportuna

Tendo sistematicamente se recusado a ser biografado, eis que uma inicialmente estudante de jornalismo viria a ser a sua biógrafa. No mês do seu aniversário foi lançado “Apenas um cidadão do infinito”, de Gabi Bonvechio; o título alude à canção "Cidadão do infinito". 

No livro está como ela o conseguiu biografar e se conhecerá do biografado o que não está nas capas de discos, vídeos, artigos e livros e nem tampouco nos seus respectivos conteúdos. 

Como ocorre com toda pessoa, mesmo entre as mais conhecidas ou famosas, muita gente nem sabe quem é padre Zezinho ou lhe é indiferente. Ele sempre apontou os holofotes para os outros e se esforçou para não ser famoso, embora tenha sido: menos do que poderia e mais do que gostaria. Conhecer um pouco da sua “vida e missão” pode ser útil para pessoas de bem e que, portanto, trilham caminhos de retidão – sejam crentes ou ateias: para conservar, recuperar ou ampliar o ânimo e, mesmo sem conhecer e concordar em tudo, deparar com subsídios e exemplos para melhorar o sentir, o pensar e o agir. 

Recomendo vivamente ler a biografia do autor de “Utopia”, “Oração pela família”, “Um coração para amar”, “Maria de Nazaré”, “Estou pensando em Deus”, “Alô meu Deus”, “Minha vida tem sentido”, "Nova geração", “Há um barco esquecido na praia”, “És água viva”, “Amar como Jesus amou”...

Está disponível em editorasjc.com.br e, nela, você encontrará o "Memorial Pe. Zezinho SCJ" (que ele também demorou a aceitar) e a “Biblioteca Do Coração”, da qual poderá, eventualmente, se tornar assinante.

 

Livros: editoras Santuário (1), Paulinas (2) e SCJ (3).

Canções: Paulinas/COMEP, Spotify, Youtube etc; 

ou solicite MP3 para 41 99844 8018 ou webradioplena@gmail.com

 

José Carlos de Oliveira 

 

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